quarta-feira, 30 de maio de 2012

O QUE VOCÊ SABE SOBRE AS MULHERES DA BÍBLIA CONHEÇA UM POUCO SOBRE ABIGAIL



Dentre as mulheres virtuosas da bíblia, queremos nos ocupar com Abgail. 
A bíblia faz-lhe referencia em primeiro Samuel (cap. 25). Abgail era uma mulher de nobre descendência, definida na palavra de Deus como “de bom entendimento”. O texto bíblico acrescenta que ela era “de nobre aparência”. Sem dúvida, a beleza de Abigail era um reflexo de sua formosura interior. Era uma boa esposa, e o tipo da mulher que merecia ser feliz. Como a mulher virtuosa de provérbios 31, cuidava de sua família e de seus criados. 

Porém enquanto ela se tornou conhecida por sua bondade e gentileza, seu esposo era um homem grosseiro. As escrituras o escrevem como um “homem duro e de más obras”. Seu nome Nabal significava “insensato”. Nabal era um homem com quem a convivência se mostrava difícil sua dureza, sua mesquinhez e mau gênio eram suficientes para amargar a vida de qualquer mulher. Porém Abigail manteve seu espírito de doçura e mansidão, apesar da dureza tão adversa de seu esposo. Se o Santo Espírito de Deus estivesse sobre todas as irmãs, como muitos lares seriam diferentes! A palavra áspera seria contestada com uma frase doce. A “cara amarrada” ou gesto de impaciência seriam neutralizados com um sorriso puro, e as montanhas de incompreensão seriam demolidas. 

Era a época da tosquia de ovelhas na fazenda de Nabal. Dias de árduo trabalho para Abigail, pois tina de preparar comida para dezenas de trabalhadores e criados, e sem dúvida não havia tempo para descansar. Inesperadamente, em meio ao trabalho, apareceram diante de Nabal dez jovens que não pertenciam à fazenda. Vinham da parte de Davi que se encontrava no deserto, fugindo de Saul. Muitas vezes os homens de Davi haviam se encontrado com os homens de Nabal, no deserto. Davi e os seus os tratavam bem, e até protegiam os rebanhos que eles pastoreavam. 

Porém, agora Davi encontrava-se faminto e necessitado, e mandara pedir a nabal que lhe enviasse um pouco do muito que ele tinha. Era uma petição justa. Nabal tinha mantimentos em abundância e em nenhum aspecto lhe seria pesado dar comida aos homens de Davi. Porém, sua resposta foi um duro “não”. Negou a comida aos jovens e ainda humilhou na presença dos trabalhadores que ali estavam. Tratou-os som expressões depreciativas, e sobre seu líder, disse: ”Quem é Davi, e quem é filho de Jessé? Muitos há hoje, e cada um foge a seu senhor”.

Quando os moços regressaram ao acampamento com as mãos vazias e os lábios cheios de palavras duras proferidas por Nabal, Davi se encheu de ira. Deu ordem para que todos cingissem suas espadas, e sem perda de tempo saíram para tomar vingança. Era seu pensamento “não deixar com vida nenhum varão”. Porém um dos servos de Nabal contou o ocorrido a Abigail, e ela reconhecera a necessidade de agir imediatamente, e sem fazer qualquer alarme. Abigail salvaria seu esposo e seu lar da destruição total. Porém. Ela sabia que se dissesse a Nabal o que pensava fazer, ele não lhe permitiria, e lhe faria perder um tempo precioso. 

Apressadamente, mas de modo organizado, a esposa de Nabal preparou comida para 600 homens: 200 pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas guisadas e outras coisas mais. Em seguida, pôs tudo sobre jumentos, montou um dos animas, chamou alguns criados para lhe fazer companhia e partiu. Sua missão era obter a paz. Bendito ministério, o de levar a paz! Quantas vezes se nos apresentam oportunidades de interceder, de interferir, e as deixamos passar, para não nos envolvermos! Teria sido muito fácil Abigail cruzar os braços e dizer: “ o problema é de Nabal, ele o buscou; que resolva agora.” Nabal estava a ponto de colher o que havia semeado. Porém, a bondade e a misericórdia de Deus não se estendem somente aos bons. Os que não a merecem são os que mais necessitam. 

O encontro de Abigail com Davi assemelhava-se à Lei e a Graça. Nabal merecia morrer, porém Abigail intercedeu por sua vida. Com humildade rogou a Davi que perdoasse seu marido. Reconheceu que seu esposo era um homem perverso, mas lembrou a Davi que ele era “ungido do Senhor”.A percepção espiritual daquela mulher foi admirável! Ela não viu em Davi um servo fugitivo, mas “um que peleja a batalha de Jeová”. Quanta diplomacia naquela bela judia! Humilhou-se, porém em nenhum momento perdeu a dignidade em um momento algum.

Ao ouvir as sábias palavras de Abigail, o coração de Davi se comoveu. Ela lhe recordara as promessas que Deus havia feito, e o levou a pensar nas conseqüências daquele derramamento de sangue. Comovido, Davi disse-lhe:”Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro, e bendito o teu conselho!” (1 Sm 25.32,33). Cumprida sua missão, Abigail voltou ao seu lar. Não falou nenhuma palavra a mais. Pensou que jamais voltaria a ver Davi. Porém o salmista jamais esqueceria aquela mulher prudente, que o livrara de derramar o sangue n de um culpado e de centenas de inocentes. 

Algum tempo depois, Davi soube da morte de Nabal, e propôs casamento a Abigail, por saber que uma mulher daquela índole lhe seria uma benção como esposa. Por sua vez, Abigail jamais pensou que sua nobre ação a levaria a uma posição de honra: ser esposa do varão “segundo o coração de Deus”, daquele cuja descendência “levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel” (At 13.22,23).

Porém, quantos altares quebrados e lares destruídos pelo espírito que opera neste mundo, do qual a bíblia diz: “ele jaz no maligno”! Tal tendência está disfarçada com um pseudônimo aparentemente atraente chamado “feminismo”. A mulher pacificadora não se deixa levar pelo espírito que rege este mundo. A bíblia diz: “Cada um fique na vocação em que foi chamado” (1 Co 7.20).

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